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Fórum de Sacerdotes e Sacerdotisas de Matriz Afro Brasileiro

INDRAB - Instituo de Defesa das 

Tradições de Matriz 

Afrobrasileira.

Efan ou Efon - é uma nação do candomblé, seus orixás também são cultuados em outras nações.


Na África a nação ainda existe, mais exatamente em Ekiti-Efon (não confundir com Ifon, a terra de Oxalufon), no Brasil usa-se o termo "Lokiti Efon" e onde reina absoluta a rainha da nação no Brasil, ou seja, Osun, lá ainda cultua-se muitos orixás que se perderam no caminho para o Brasil. Devido a influência Ketu, a nação de Efon, perdeu um pouco de sua raiz.

Conta um outro itan, do odu Ejiogbe, que o Oloke vivia pacificamente com seu povo na cidade de Ikere e de repente apareceu Esu para avisar que as tropas de Ifé estavam a caminho da cidade para uma invasão. O rei Oloke foi ao Babalawo da cidade e o odu que surgiu foi Ejiogbe determinando que Oloke fizesse um ebó de 16 feixes de búzios acompanhados de 16 peixes, 16 galos, 16 galinhas um carneiro que tivesse o chifre com a ponta para o alto e um cabrito. O cabrito deveria ser sacrificado na porta da cidade para Esu o portador da mensagem. O carneiro deveria ser sacrificado à arvore Ose que havia na praça da cidade e os outros ingredientes em volta da cidade em 16 pontos diferentes com o sacrifício dos galos e galinhas.

 

Seus súditos não deveriam usar nenhuma arma, apenas deveriam esperar na praça da cidade pacificamente. E foi o que Oloke fez, após a conclusão do ebó prescrito sentou-se no centro da praça em frente a grande arvore Ose acompanhado de toda sua gente e esperou pacientemente a chegada dos invasores.

Quando os invasores chegaram, um grande barulho se ouviu, a terra estremeceu e uma grande pedra de nome Osunta cresceu e levou o povo de Oloke para as alturas onde não podiam mais serem alcançados pelos invasores. Quando seu povo estava seguro no alto da montanha, Oloke se transformou em lava vulcânica e desceu montanha abaixo acabando com seus inimigos. Nesta montanha Oloke ficou conhecido pelo nome de Oloosunta, a divindade tutelar da montanha Osunta.

 

Existe um cântico do orixá que lembra bem esta passagem:

 

O Lor(i)ekun Omo dide

Wara wara

Si (o)ke si (o)ke

E lorekun lorekun

Wara wara si (o)ke si (o)ke

Lorekun lorekun

Lorekun omo dide

 

Os filhos estão em pé

Ele (Oloke) pegará a presa

Rapidamente a montanha se abrirá (como um vulcão)

Ele pegará a presa, pegará a presa

Rapidamente a montanha vai se abrir

Ele pegará a presa, pegará a presa

Seus filhos estão em pé (a salvo)

 

Os Oke são muitos, Oloke é o mestre de todos e entre alguns podemos citar: Oloroke, Oke Olumó, Oke Badan, Olookuta, Oloosunta, Ori Oke, Oke talabi, Olota, Oba Oke, Arira Oke, entre outros.

 

Oloke é o orisa que se encanta em um leão, o leão da montanha, “Ekun Oke” e quando furioso desce a montanha em forma de lava vulcânica e destrói tudo que encontra em seu caminho pois o vulcão também lhe pertence e Oroina, o fogo universal é sua matéria de origem que resfriada pelas águas de Olokun formaram estas grandes pedras de granito, Oke.